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O investimento médio em ações da Eletrobras com o dinheiro do Fundo de Garantia foi de R$ 16 mil e a XP foi a instituição financeira que mais captou recursos

Kaio Serrate
Escrito por Kaio Serrate em 28 de junho de 2022
O investimento médio em ações da Eletrobras com o dinheiro do Fundo de Garantia foi de R$ 16 mil e a XP foi a instituição financeira que mais captou recursos
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R$ 16,2 mil foi o valor médio aplicado pelos brasileiros que decidiram utilizar os recursos do FGTS para investir na privatização da Eletrobras, segundo dados dos dez fundos mútuos de privatização da companhia que mais captaram recursos.

Outro dado interessante: a XP, maior corretora do país, foi a instituição financeira que mais captou dinheiro dos trabalhadores que participaram do processo de privatização com o dinheiro do FGTS. A corretora alcançou R$ 1,8 bilhão, acima da Caixa, banco público operador do fundo de garantia, que captou R$ 1,4 bilhão. Em seguida, ficaram o Itaú, o Banco do Brasil e o BTG.

Já em número de aplicadores, a Caixa ficou na frente com 106,7 mil compradores de ações. Os investimentos individuais mais altos foram feitos pelos clientes do Banco Safra, que investiram em média R$ 20 mil.

A demanda pelos fundos criados para viabilizar o investimento com recursos do FGTS foi maior do que os limites estabelecidos. Os pedidos de reserva foram de R$ 9 bilhões, enquanto o limite de alocação por meio do FGTS estabelecido pelo governo era de R$ 6 bilhões. Foi necessário um rateio para atender os trabalhadores que manifestaram interesse. Os investidores com recursos do Fundo de Garantia foram atendidos na proporção de 66,79% da intenção original. Ou seja, quem queria investir R$ 1000, conseguiu investir apenas R$ 667,90 em cotas dos fundos mútuos criados para a privatização (FMP-FGTS Eletrobras).

Comparando a atual oferta pública com outros momentos em que os trabalhadores puderam utilizar recursos do FGTS para investir em ações, a demanda pelos fundos de ações da Eletrobras foi maior que o interesse pela Petrobras, porém menor do que a demanda por Vale, de acordo com o BNDES.